segunda-feira, 30 de março de 2009

Salvar o planeta, é agora ou agora

Sábado dia 28/03/2009, fui com minha namorada visitar o Arctic Sunrise, um dos navios do Greenpeace, que estava atracado no Porto de Santos. O objetivo do Greenpeace era entre outras coisas arrecadar assinaturas para ser entregue ao Lula, afim de o Brasil tomar uma posição de liderança em uma reunião que ocorre no segundo semestre lá na Dinamarca, que tem como assunto definir medidas para controle do aquecimento global.

Acho que nem todo mundo sabe, que atualmente o Brasil ocupa o 4º lugar da lista de países mais poluentes do mundo. Esse posto é nosso graças as queimadas que acontecem principalmente na Amazônia. Incrível não?! O Greenpeace acredita que o Brasil diminuiria sua emissão de gases com o programa Desmatamento Zero, que é o fim do desmatamento ilegal na Amazônia.

Outro ponto que o pessoal do Greenpeace abordou foi à poluição dos mares (que dificulta o trabalho de renovação do oxigênio do ar), atividades realizas pelo Greenpeace pelo mundo (como as guerras contra os baleeiros japoneses, contra a Esso e contra caça de animais no ártico), como o Greenpeace arrecada grana (é apenas de pessoas físicas) e como funciona o navio. Navio esse que tem mais ou menos 30 anos e que antes era usado na caça de focas.

A conclusão de tudo isso é que o Porto de Santos não é um lugar turístico e que se medidas para redução de gases do efeito não forem tomadas logo estaremos perdidos. Por isso que a hora de salvar o planeta é agora.

sábado, 14 de março de 2009

Vegetariano come mel?

Como todos sabem, o mel é a comida das abelhas na hora de aperto. Em épocas muito chuvosas ou no inverno, as abelhas ficam sem opções de alimento e acabam "re-comendo" os estoques de mel. Elas "re-comem" porque o mel nada mais é do que o seu próprio (e de suas amigas) vomito.

O mel não possui nenhum nutriente que não possa ser encontrado facilmente em outro lugar. Então pode ser facilmente descartado pelo ser humano. Mas enfim, não é preciso sacrificar abelhas para se obter o mel, então porque não come-lo? Bem o problema não é tão simples assim.

Todos sabem que o ser humano não se preocupa tanto com o impacto que seus atos ocasionam aos outros. Os apicultores não são diferentes, importam abelhas principalmente da África para conseguir uma produção maior de mel. Essas abelhas em grande número acabam atrapalhando os outros animais que também vivem do néctar das flores. Assim pássaros, abelhas nativas e vários outros animais são prejudicados. Eu não como mel!

Como já vimos nos desenhos animados, existem vários animais que adoram um melzinho. Esses animais impactam o desempenho da produção de mel, então são caçados pelos apicultores afim de proteger "seu patrimônio". As próprias abelhas são prejudicadas, já que quando o mel é recolhido normalmente não é deixado o mínimo para que as abelhas sobrevivam em épocas difíceis. Essa prática causa na maioria dos casos a morte de todo o enxame.

Uma outra coisa comum a nosso conhecimento é a abelha rainha. Que vive muitos anos. Todo o enxame trabalha em prol da rainha. Como ela não é eterna uma substituta é criada, a princesa. O problema é que quando esta nova rainha vai para o trono, ou ela duela com a atual rainha ou ela procura um novo reino. Se ela for para outro reino, leva parte das abelhas com ela o que derruba a produção de mel. Por isso as abelhas princesas são mortas ainda em fase larval.

Então temos esses problemas na produção de mel: abelhas importadas causam desequilíbrio ambiental; os animais que comem mel são caçados; as abelhas são tratadas como coisas descartáveis. Agora, se você não considera abelha como ser que tem consciência de sua existência e que busca sua felicidade, a conversa fica um pouco mais complicada.

terça-feira, 10 de março de 2009

Você conhece o Projeto Tamar?

Quase todo mundo conhece, o Projeto Tamar (www.projetotamar.org.br) foi iniciado em Santa Catarina (terra de gente boa, mas também da farra do boi) incentivado pelo crescente perigo da extinção das tartarugas marinhas. Lá pela década de 1970, as tartarugas eram caçadas e seu casco vendido como objetos de decoração, acredita? Não sei se sua carne era vendida. Mas o sossego das tartarugas marinhas já tinha acabado bem antes, lá na época em que o Brasil era colônia de Portugal. Os exploradores vinha aqui e levavam as tartarugas, vivas e mortas para o velho continente.

Ai apareceu o Tamar, não na época do Brasil Colônia, mas em 1980. O Tamar tinha como objetivo não apenas salvar as tartarugas vivas, mas também ajudar na procriação para re-popular os mares. Então eles iniciaram um trabalho com as tartarugas e com as pessoas. Pouco a pouco os caçadores de tartarugas começaram a ter sua fonte de renda ajudando a manter as tartarugas vivas trabalhando no Tamar ou lucrando com o turismo. Eles perceberam que as tartarugas vivas eram mais rentáveis.

Mas ai as tartarugas começaram a ter outro desafio: a pesca. Claro que "ninguém" pesca tartaruga marinha, o problema é que a tartaruga acaba caindo nas redes ou mordendo anzóis. O Tamar então criou um trabalho onde ensina pescadores a retirar a tartaruga das redes sem machuca-la e também como remover os anzóis presos em suas bocas. Nesses casos aproveita para registrar a tartaruga antes de devolve-la ao mar.

Apesar do bom patrocínio da Petrobrás, o Tamar também tem em sua fonte de renda a ajuda de civis. E como podemos ajudar? Ajudamos visitando as bases do Tamar (tem uma no Centro de Ubatuba), comprando em sua lojinha física ou virtual, adotando uma tartaruga, ajudando a divulgar o trabalho entre outras coisas.

O Tamar está ai, se você é fã da natureza é um projeto que você obrigatoriamente deve conhecer e ajudar. No meu ponto de vista é graças ao Tamar que a costa brasileira ainda tem as tartarugas marinhas em sua lista de habitantes. Afinal de contas, em 29 anos são mais de 9 milhões de tartarugas entregues ao mar.

segunda-feira, 9 de março de 2009

VI Feijoada Vegetariana no Vira-lata é Dez

Vira-lata é Dez (www.viralataedez.com.br) é uma ONG que recolhe, cuida e adota animais abandonados. Hoje eles possuem mais ou menos 470 cães e 50 gatos em seu sítio. Eles são realmente uma ONG, já que não recebem ajuda do governo. Por isso dependem da ajuda de pessoas como eu e você, tanto com contribuições mensais em dinheiro / materiais / alimentos / voluntariado quando em participação em seus eventos.

Um destes eventos é a Feijoada Vegetariana que acontece anualmente e quase sempre no mês de março. Este ano ira acontecer no dia 29 de março, último domingo do mês, a partir das 12h30. Será na Paróquia Nossa Senhora do Rosário, que fica na Avenida Pompéia, 1250. O convite é R$ 20, mas doces e bebidas são a parte. Para mais informações (inclusive para compra do convite) acesse www.viralataedez.com.br/eventos_feijoada_2009.html.

Se você é vegetariano e/ou é preocupado com as questões dos animais abandonados, vale a pena conferir a veijuca. Este ano será a primeira vez que irei, então não posso dizer se ela é boa ou não, se é vegana ou não, mas certamente a causa é nobre. Os animais que estão no sítio do Vira-lata é Dez agradecem.

sábado, 7 de março de 2009

Restaurante e lanchonete Vegacy

Hoje fui almoçar em um restaurante vegetariano. Fazia um bom tempo que não ia em um, acabei comendo um prato que também há um bom tempo não comia: uma bela feijoada. Mas atenção, se você curte um queijinho derretido ou ovos cozidos pode esquecer porque o esquema lá é Vegano, 0% de derivados de animais. Localizado em uma das ruas mais famosas de São Paulo, a Augusta, o Vegacy é de fácil acesso tanto para quem vem de carro, de ônibus ou de metro. Esta à três quadras da Avenida Paulista sentido Jardins.

Sobre o restaurante segue a linha tradicional de restaurantes vegetarianos, "pague um tanto e coma a vontade" no estilo self-service. Incluso neste tanto está a comida e dois tipos de sucos. A comida é ótima mas tem uma variedade razoável. Outra coisa que poderia ser melhorada (mas acabei esquecendo de sugerir) é etiquetar as panelas com os nomes das comidas, para leigos como eu ajudaria no conhecimento dos pratos.

Já a parte da lanchonete só dei uma olhada, vi que existem alguns salgados e lanches que valem a pena ir conferir, já que tem o fato importantíssimo de serem veganos. Na minha viagem vegetariana ainda não tive oportunidade de comer um salgado vegano, certamente irei novamente lá para experimentar.

Uma curiosidade é que a Revista dos Vegetarianos de fevereiro de 2009 trás uma matéria sobre este restaurante. Lá diz que o restaurante estava fechado para reformas (na verdade mudança de endereço), e que reabriu a pouco tempo. Porém o que chama muito a atenção é que o Vegacy é um dos dois restaurantes veganos de São Paulo! Pouquíssimo hein! A falha da revista (não sei se proposital ou não) é que não sita o outro restaurante.

Gostei muito do Vegacy, achei o ambiente e as pessoas que trabalham lá muito tranqüilas. O preço me pareceu justo, paguei R$ 15 por um bom almoço (parece que durante a semana o valor é R$ 13). Certamente comerei lá outras vezes. Portanto vale a pena ir experimentar a comida e os lanches lá no Vegacy! O endereço é Rua Augusta, 2061 perto da Avenida Paulista.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Absorvendo melhor o ferro - turbine sua alimentação

Certamente uma das primeiras dúvidas que vem a cabeça quando uma pessoa se torna vegetariana é em relação ao ferro. A verdade é que ferro de mais é tão ruim quanto ferro de menos. Mas como obter ferro sem ser de fonte animal? Bom, para aqueles que acham que panela de ferro é a solução, ai vai alguns alimentos vegetais que podem ajudar: "Feijões, vegetais de folha verde-escuro, melaço, sementes de trigo e suco de ameixa são boas fontes vegetarianas de ferro.", dica do site da União Vegetariana Internacional (UVI - www.ivu.org).

Bom, na verdade o ferro dos vegetais não é o mesmo do ferro da carne. Tem o "não hemínico", que é o que nós vegetarianos absorvemos dos vegetais e o "hemínico", que está na carne vermelha e nos peixes. O grande problema é que nosso corpo é meio preguiçoso na hora de absorver o ferro "não hemínico", por isso precisamos dar um empurrão nele. Como, a grande dica é comer ou tomar um suco de uma fruta rica em vitamina C antes de fazer as refeições (pode ser durante, o melhor seria antes). "O corpo absorve somente cerca de 2 a 20% do ferro disponível em fontes vegetarianas. Para aumentar essa absorção, escolha frutas e vegetais ricos em vitamina C à cada refeição. Frutas cítricas, vegetais folhosos, tomates e morangos são boas fontes de vitamina C.", mais uma dica da UVI.

Mas a ajudinha ao corpo não pára por ai, se você é amante de um cafezinho após as refeições (assim como eu), reveja seus hábitos. A UVI nos da outra dica "Uma outra maneira de promover a absorção de ferro é eliminar o café e o chá durante as refeições, especialmente aquelas refeições que contenham quantidades significativas de ferro. O café tem sido apontado por diminuir a absorção de ferro em até 39% e o chá em até 64%. Se acredita que isso é devido aos taninos e outras substâncias que se ligam ao ferro e o torna menos aproveitável pelo organismo.". Opá, tanino? Ou seja, esqueça aquele vinhozinho tinto na hora da refeição.

Com três ações simples (ingerir vitamina C, comer vegetais que contenham ferro e não tomar um cafezinho) você consegue ajudar seu corpo a absorver uma melhor quantidade de ferro "não hemínico" e deixa pra lá aquela história de que vegetariano sofre de falta de ferro.

Vale lembrar que não sou médico ou nutricionista, sou analista de sistemas. Este post é resultado de algumas pesquisas na web e conversas com minha nutricionista, nada científico. Se você acha que tem algum problema relacionado ao ferro em sua alimentação procure um médico/nutricionista.

Fontes de pesquisa:

http://www.nutricaoclinica.com.br/content/view/102/16/
http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81cido_asc%C3%B3rbico
http://www.alimentacaosaudavel.org/Ferro.html
http://www.ivu.org/portuguese/trans/vrg-iron.html
http://www.prisciladiciero.com.br/ (minha nutricionista)

Nutricionista vegetariana

A internet sem dúvida tem uma infinidade de conteúdo que ajudam um vegetariano a seguir sua viagem. Você seria capaz de desenvolver seus próprios cardápios fazendo uma pesquisa de algumas horas na web. Descobriria receitas, dicas, dietas e centenas de outras coisas para sua alimentação vegetariana. Mas por traz disso existem alguns problemas, o principal na minha opinião é: você realmente está entendendo o que está lendo?

Bom, entender o que você está lendo significa que você compreende que aquilo é sério e correto, ou se aquilo é apenas um palpite ou uma baboseira. Eu não tenho este conhecimento, vou pela lógica do que o texto diz em comparação com outras pesquisas, mas não sou capaz de entender perfeitamente se aquilo é verdade ou não, ou se aquilo serve ou não para mim.

Como minha praia não é nutrição, resolvi procurar por um nutricionista de verdade. Por incrível que pareça, na época em que comecei a procurar não foi uma tarefa fácil. Pesquisando em fóruns na web descobri que alguns profissionais não eram profissionais suficiente para admitir que é possível uma pessoa não ter carne em sua dieta, ou por preconceito, ou por preguiça, ou por desconhecimento, sei lá.

Por sorte, encontrei em um fórum, um post que indicava a Priscila Di Ciero (www.prisciladiciero.com.br), nutricionista esportiva e vegetaria que atende aqui em São Paulo. Depois da minha primeira consulta comecei a me alimentar muito melhor sem precisar fazer uma revolução na minha dieta. As refeições passaram a ter horário e algumas refeições "pobres" que eu fazia, como café da manhã, passaram a ter bem mais elementos. Eu não gosto de jantar a noite, lá pela meia noite que é o horário que eu chego em casa, então ela fez uma adaptação fantástica e hoje mesmo morrendo de sono consigo fazer um "lanche" antes de dormir. Depois que fui na nutricionista passei a ter 6 "refeições oficiais" por dia. Claro que eu conseguira fazer 6 refeições por dia sem precisar ir na nutricionista, mas será que estas refeições teriam todos os elementos que eu preciso ao longo do dia?

A Priscila também me deu uma lista fantástica de restaurantes vegetarianos, que ela montou com ajuda de amigos e clientes (irei nestes restaurantes e postarei aqui minhas opiniões). Também me deu uma lista de onde comprar produtos que não tem em mercados normais, como farinha de linhaça dourada (nem sabia que existia, hoje como todos os dias). Outra coisa bacana são os e-mails, com notícias, dicas, receitas etc., que ela manda quase que semanalmente.

A consulta com a nutricionista foi um marco na minha viagem vegetariana. Sem dúvida minha alimentação, hábitos e saúde melhoram muito após a consulta. Graças a uma dieta feita exclusivamente para mim, visando minha saúde, necessidades e estilo de vida atual, não baseada em uma pesquisa na web onde meu desconhecimento poderia atrapalhar tudo. Recomendo à todos, tanto aos novos vegetarianos quanto aos experientes.

quarta-feira, 4 de março de 2009

O paradoxo do animal de estimação

Certa vez comprei um "petisco" para minha cadela Odara, de 11 anos. Esse era diferente, parecia mais para gatos do que para cachorros porque era feito de salmão. Algum tempo depois, acessando o site do Pet Center Marginal me deparei com uma promoção curiosa: Gaste R$ 100,00 e ganha e um almoço em uma churrascaria.

No caso do "petisco" de salmão, imediatamente veio a minha mente que eu vivia um paradoxo: era totalmente contra o abate de animais de forma industrial, mas gastava um bom dinheiro comprando ração para meu cachorro, ração essa com partes de animais. No caso do Pet Center Marginal, o paradoxo é você cuidar de um cachorro, um gato, um papagaio, como se fossem pessoas da família de seus clientes, mas desprezar bois, galinhas, porcos, carneiros entre outros servidos na churrascaria, como se fosse apenas coisas inanimadas.

O paradoxo vai além. Como ajudar animais (carnívoros) abandonados, sem precisar utilizar a máquina mortífera da industria da carne?? Pois é, complicado. Como ajudar uns sem sacrificar outros? Essa sem dúvida é uma reflexão nada simples.

Pesquisando na web, achei no Guia Vengano um link sobre rações vegetarianas (http://www.guiavegano.com/adote/racoes.htm) para cães. É de um fabricante nacional paradoxal também, já que o mesmo fabricante fabrica rações para animais de abate e rações com carne. A reflexão do pessoal do Guia Vegano é plausivél: "O fabricante da Fridog Vegetariana é a Friribe empresa que fabrica diversos tipos de rações com carne inclusive para criação de animais de abate. No entanto achamos por bem incentivar o consumo da ração vegetariana da Friribe como modo de mostrar que existe um mercado consumidor para estes produtos e até mesmo incentivar a outros fabricantes a fazer o mesmo disponibilizando rações vegetarianas no mercado.".

Para quem tem como amigo um gato o problema é mais complicado. Não existe fabricante nacional de rações para gatos, além do que gatos são carnívoros natos. As rações vegetarianas para gatos precisam ter taurina (http://pt.wikipedia.org/wiki/Taurina), para conseguir substituir a carne animal. Quem fabrica essa ração, de acordo com o Guia Vegano, é a AMÍ (http://www.aminews.net/), um fabricante italiano.

Certamente essa é uma situação complicadíssima. Ainda não sei como encarar. Vou procurar essa ração vegetariana e ver se a Odara vai curtir. Para ela seria bom porque ela tem um problema de pele que é associado a alguns tipos de carne (principalmente de frango) existente em algumas rações. Vamos ver.

Greenpeace, por que faço parte?

A principio acredito que energia nuclear é uma boa solução para geração de energia sem agredir ao meio ambiente e que alimentos trangênicos são bons porque necessitam de menos agrotóxicos e podem resistir a situações severas do ambiente, como muita ou pouca chuva. Estas duas coisas estão na lista negra do Greenpeace, mas então, por que resolvi contribuir financeiramente com eles?

Acho incrível a guerra que eles travam com os baleeiros japoneses. Também curto muito as manifestações inteligentes contra tudo o que for maléfico ao meio ambiente. Bem, então por um lado eu concordo com as posições do Greenpeace, mas em outros eu descordo. Ai a coisa complica.

O que me faz ser a favor da energia nuclear e dos trangênicos? Acredito que desinformação minha! Na questão nuclear, o problema não está em vazamentos como ocorreu em Chernobyl em 1986, mas sim em como o "combustível" nuclear é obtido e descartado. Para abastecer as usinas de Angra dos Reis, o urânio (yellow cake) é extraído em Caetité (BA), segue em caminhões até o porto de Salvador (BA) percorrendo 700 km. Do porto de Salvador esse urânio segue de navio até o Canadá, depois vai para a Holanda ainda de navio, onde é enriquecido. Pronto para gerar energia o urânio segue de navio até o Rio de Janeiro, passa por Resende e depois segue feliz até Angra dos Reis.

Caetité está sofrendo contaminação de sua água por esse urânio, já é um problema nuclear fora da usina. Estamos no Brasil, sabemos como as coisas funcionam, então a chance de dar merda no transporte do material radioativo é grande. Afinal de contas, são 700 km só de estrada, já andou nas estradas do interior do Brasil? São excelentes não? Enfim, um desastre pode acontecer antes mesmo do urânio chegar até Angra.

Falando dos trangênicos, até agora nada foi provado contra eles, pelo contrário, tudo é uma maravilha. A pergunta é, você usa forno de microondas? Já esquentou o alimento em potes de plástico próprios para este tipo de forno? Pois é, anos depois de ser considerado seguro pesquisas mostram que esse tipo de plástico submetido ao forno de microondas pode liberar substâncias cancerígenas. Pode ser que hoje não exista uma comprovação de que a soja trangênica, por exemplo, cause danos a saúde e ao meio ambiente. Assim como antigamente os potes de plásticos poderiam ser submetidos ao forno de microondas. Deu pra captar a mensagem né?

Por estas reflexões eu hoje sou favorável ao Greenpeace em quase todos os pontos. E por isso decidi contribuir com uma ajuda mensal ($$), já que não tenho disponibilidade para participar ativamente das manifestações.

Alguns links:

http://caminhosturismo.wordpress.com/2008/11/24/ciclo-do-uranio-greenpeace/
http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=986533
http://pt.wikipedia.org/wiki/Acidente_nuclear_de_Chernobil
http://www.greenpeace.org/brasil/nuclear/
http://www.greenpeace.org/brasil/transgenicos/

terça-feira, 3 de março de 2009

Deixe de preguiça e plante uma árvore diretamente do sofá!

Se você tem consciência da importância do plantio de árvores, mas mesmo sabendo que a prefeitura (de São Paulo) distribui mudas gratuitamente esbarra na desculpa de não ter tempo para plantar. Seus dias de preguiça acabaram!

"O ClickArvore é um programa de reflorestamento com espécies nativas da Mata Atlântica pela Internet. Cada click corresponde ao plantio de uma árvore, custeado por empresas patrocinadoras, e agora também pela própria sociedade civil através de uma nova ferramenta de e-commerce" segundo o próprio site www.clickarvore.com.br descreve.

O ClickArvore é um projeto bacana que surgiu da parceria entre a SOS Mata Atlântica, Vidágua e Grupo Abril. As empresas patrocinadoras das florestas gratuitas são Bradesco Seguros, Ticket e o Senac (até este momento). O patrocinador da floresta paga são os próprios internautas, como eu e você.

Como funciona: você se cadastra e sai plantando. A floresta gratuita tem um limite diário para o plantio, que normalmente é uma árvore (99% dos dias). No caso da floresta gratuita o próprio ClickArvore escolhe onde sua árvore será plantada. Já nas florestas pagas, você compra um "pacote de mudas", que deve ser no mínimo de R$ 36,00. Cada árvore hoje custa R$ 1,20. Neste caso você mesmo escolhe o local onde suas mudas serão plantadas. Você pode ver onde todas as suas mudas foram plantadas, tanto gratuitas como pagas.

Hoje o ClickArvore tem a incrível marca de 19.252.169 árvores plantadas na Mata Atlântica em várias regiões do país, todas árvores nativas. Deste número 353 são minhas! É um projeto que vale a pena dar uma pesquisada e por mais que você não queria gastar um tostão, pode plantar as árvores gratuitamente gastando alguns minutos do seu dia entrando no site e clicando. O meio ambiente agradece!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Vegetariano chato = crente chato

Sei que o título é polêmico, mas é a pura verdade. Quem é que não tem um colega, que na época de curtição não estava nem ai pra nada, mas após descobrir a palavra do senhor virou do vinho pra água (ou vice-versa, depende do ponto de vista). Tudo o que não tenha a aprovação da igreja (seja qual for a igreja) esta errado, e cometendo estes pecados estará abrindo as portas para o mundo de satanás! Tenho colegas que queimaram coleções de discos de rock, outros (as) que se diziam virgens e pregavam que quem transasse antes do casamento sentaria no colo do chifrudo na hora do acerto de contas... e por ai vai.

A verdade é que essas pessoas afastam as outras, afastam os colegas da velha guarda porque julgam que tudo o que a outra pessoa faz é errado e tentam converte-la de qualquer forma. Mas para o convertido, o mundo é quem conspira contra ele, as pessoas se afastam porque é satanás quem está lhe pregando uma armação.

Isso também acontece com vegetarianos. Não é difícil encontrar sites, restaurantes, artigos em revistas sobre vegetarianismo que condene os praticantes da alimentação baseada em carne. Assim como um crente que tem a cabeça fechada e que curte rock, não iria em um show do Ozzy com medo de que as palavras do comedor de morcegos fossem condena-lo ao inferno, um vegetariano com a cabeça fechada nunca iria a uma comemoração de aniversário em uma churrascaria porque estaria contribuindo com a industria da carne.

Mas tudo depende do ponto de vista, eu posso achar que estou certo mas posso estar errado nestes pontos. Quando decidi seguir esta viagem de não comer seres que um dia tivessem buscado sua felicidade (ou seja, carne animal. E vejam bem, peixe e frango também são animais), também decidi que isso não mudaria em nada minha relação com as pessoas. Nunca recriminei uma pessoa por fazer um churras no final de semana, e nem de ir em uma churrascaria. Assim como já participei de churrascos e comemorações em churrascarias sem precisar comer um pedaço animal.

Já imaginou o quanto seria ruim para minha namorada, que gosta de um bife, se ela fosse obrigada a ir em restaurantes vegetarianos todos os finais de semana? Ou o quanto seria chato se eu fosse convidado por colegas do trabalho para um almoço em uma churrascaria e não fosse, e ainda dissesse que eles estão sacrificando vidas em prol de um momento de prazer? Ou numa mesa de bar, se alguém pedisse uma porção de frango a passarinho e eu levantasse e dissesse que não pagaria por aquele ato brutal de fritar as coxas e asas dos pobres frangos. Você acha que eu seria convidado novamente?

De fato é uma bosta pagar pelo crematório e decomposição dos animais, mas também é fato que vivemos em um ambiente em que nem todos pensam igual. Uns continuaram comendo carne, outros vão parar e uns outros voltaram a comer carne. O que não pode existir é um fanatismo em torno do vegetarianismo que o afaste da convivência harmoniosa com outras pessoas. Mas também é fato que é uma merda você querer fazer alguma coisa e outra pessoa ficar falando na sua orelha que aquilo é errado só porque ela acredita ser, seja comer carne, não comer carne ou assistir um show do Ozzy.