Hoje pela manhã em minha caminhada matinal, me esbarrei com três filhotes de gatos. Pequenos, lindos e famintos, correndo risco em atravessar uma rua movimentada. Peguei-os e levei para casa, para alimentá-los e limpar o olho de um deles que estava grudado com remelas.
O primeiro destino deles seria uma loja de rações, onde deveriam ficar para adoção. Mas caminhando para casa pensei se este era mesmo o melhor destino para os bichanos. Afinal, será que a vida dos gatos é melhor em casa ou na rua? Claro que ficar a mercê de mal-intencionados, atropelamento e fome não devem ser o que um gato deseja, mas será que o futuro “dono” dele será um bom dono? Será que é disso mesmo que estes gatos precisavam ou foi o que eu julguei que precisassem?
Enfim, a chance de vida dos gatos naquela rua era muito menor do que na gaiola da loja de rações. Onde pessoas passarão, gostarão e levarão para casa. Então cuidamos dos olhos do gatinho que estavam grudados e alimentamos todos. Às 9 horas os gatinhos estavam postos para adoção, esperando por um dono que realmente cuidará deles. Mas a reflexão continua sobre o que seria melhor para os bichanos.